quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Acessibilidade no NOVO Processo Judicial eletrônico (PJe)

Queridos amigos, desta vez venho dividir com todos a alegria de ter participado do seleto grupo liderado pelo juiz auxiliar da presidência do CNJ Dr. Bráulio Gusmão, com a presença do presidente do Conselho Federal da OAB - Dr. Marcus Vinicius Furtado Coelho, Presidente da Comissão de Tecnologia Federal - Dr. Luiz Cláudio Allemand - e outros importante pares. A reunião aconteceu em 16/12/2014, em Brasília (CNJ).







Como acessibilista que sou, defendi que o novo painel há que estar adequado, a fim de possibilitar que:



1 - os leitores de tela dos deficientes visuais leiam o
conteúdo codificado dos sites;

2 - os surdos, que tem a visão como canal perceptual, possam
navegar com a tradução para LIBRAS - Língua Brasileira de Sinais, bem como contar com o serviço de legendagem, como utilizado pelos canais de televisão em Closed Caption;

3 - os daltônicos - cegueira das cores - possam ter assegurado
que texto e gráficos sejam compreensíveis se vistos sem cores, conforme a diretriz de número 2.1 do WCAG, que determina que toda informação comunicada com cores também esteja disponível sem cores; isso quer dizer que a cor não deve ser a única forma de identificar elementos com significado no site, como por exemplo links, menus, textos, etc;

4 - os tetraplégicos e todos os que têm falta de coordenação
motora ou mobilidade reduzida, possam digitar com os olhos; valendo dizer que o sistema de rastreamento ocular identificará para qual tecla o usuário estará olhando e a escreverá na tela.

5 - Para os advogados que, por exemplo, sofrem ou venham a
sofrer do mal de Parkinson - doença do cérebro que provoca tremores e dificuldades para caminhar, movimentar-se e coordenar-se - o PJe dentro dos padrões de acessibilidade para web permitirá a permanência do profissional na advocacia.

6 - Por conseguinte, o novo software deverá adequar o sistema
PJe para todos mesmo e não só, as pessoas com deficiência, como dito por muitos, por total ignorância.

7 - No momento em que os militantes do Direito sentirem-se
atingidos pela ausência de acessibilidade no PJe, valendo dizer,
protagonistas da mesma história e dividindo idêntico palco no teatro da vida (Shakespeare), conseguir-se-á reverter a humilhante
arbitrariedade praticada pelo CNJ contra os advogados e seus clientes, sociedade.


O historiador francês Jules Michelet, conhecido como o primeiro historiador a afirmar que não eram as grandes personalidades e sim as massas os principais agentes das mudanças sociais, deixou-nos uma reflexão bem adequada para o não cumprimento das leis:


"Um sistema de legislação é sempre impotente se, paralelamente, não se criar um sistema de educação"


Pena que o Brasil ainda não assimilou o lógico raciocínio do século XIX, estando demasiadamente atrasado na implementação da ética no comportamento popular. É na estrada da ética que alcançaremos a solidariedade. Nesse ponto é que se faz oportuno salientar que: a solidariedade é o sentimento que nos faz humanos.


Amigos, cruzem os dedos e torçam muito para que o Dr. Bráulio Gusmão consiga implementar um NOVO PJe acessível a TODOS. Carinhosamente. Deborah Prates

sábado, 6 de dezembro de 2014

Dando notícias sobre minha saúde

Aos queridos amigos do blog, venho dar-lhes notícias 
quanto a minha recuperação...


Nessa terça-feira voltei ao centro cirúrgico para a retirada do 
cateter que estava no meu rim e ureter 
direito. De quebra, contraí uma imensa gripe + sinusite + 
uma terrível dor de estômago devido ao 
excesso de antibióticos, que ainda ficarão por alguns dias.


Tirando o que não presta, tudo vai bem. Isso explica a 

minha ausência nesses últimos tempos... 




Carinhosamente Deborah Prates

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Árvore de Natal Atitudinal

ÁRVORE DE NATAL ATITUDINAL




Descrição da foto para DV's: foto de um pinheiro, grande e sem qualquer decoração natalina. Atrás um céu, levemente nublado. Vou decorar o da minha casa, conforme receita abaixo, e postarei para que vocês conheçam a ÁRVORE DE NATAL ATITUDINAL


                        
                    Conferindo as estatísticas, constatei que todas as tradições associadas às comemorações natalinas dão conta de que é a melhor época para os comerciantes auferirem lucro com as gigantescas vendas de presentes. Poucos humanos lembram-se do verdadeiro espírito do Natal!


                    Inacreditável, mas não dá para negar que o capitalismo selvagem conseguiu engessar os cérebros humanos, de sorte que o TER se sobrepôs ao SER. Faz muito que paramos de pensar por conta própria; e, por isso, passamos a considerar como verdade tudo quanto mentes dominadoras pensaram para nós.


                    Então, façamos nesse dezembro de 2014 um tempo de reflexão.


                    Repensemos valores, conceitos e maus preconceitos; ponderemos sobre a vida e tudo que a cerca. É tempo de entender que o ser humano vale por aquilo que é e faz, e nunca pelo seu estereótipo. Ao invés de somente olharmos para fora em busca dos defeitos alheios, passemos a enxergar o nosso interior. Melhor dizendo, exercitemos o autoconhecimento para que tenhamos lastro para nos autojulgar.


                    Nesse exercício, de pura acessibilidade atitudinal, após enfrentarmos os monstros e fantasmas que habitam em nós, ficará fácil olharmos para o outro. Certamente a magia do Natal se fará! Iremos nos surpreender! Perceberemos os nossos filhos, os amigos, os vizinhos, as cidades com suas inacessibilidades, o Brasil, o planeta...


                    No encontro da ética, fomentaremos a subjetividade e, por tabela, estaremos aptos a praticar um mundo melhor para todos.


                    Sugiro jogarmos fora todas aquelas tralhas que tiramos do armário na hora de montarmos a nossa tradicional árvore de Natal. Luzes, bolas, adornos carézimos perderam a sua alegria, encanto. As futilidades da publicidade da felicidade não nos dominam mais.


                    Cultivemos uma árvore atitudinal. No lugar dos usuais penduricalhos, usemos a criatividade para pensar plaquetas em diversos formatos contendo palavras de mudanças. No topo do primeiro galho, sobre a estrela, gravemos, por exemplo, a sábia reflexão de Mahatma Gandhi: "Sejamos nós a mudança que queremos ver no mundo". Ou, a ideia de Louis Pasteur: "As mentes decididas descobrem as oportunidades!" Ou, de Graham Bell: "Nunca ande pelo caminho traçado,  pois ele conduz somente até onde os outros foram"...


                    Tenho, particularmente, alguns mantras inseridos na minha vida pós cegueira que, igualmente sugiro: O que estou fazendo nessa Terra? Eu sou ético? Você é ético? Nós respeitamos as diversidades como são? Meu coração é inclusivo? Para que serve a vida?


                    Viajemos na imaginação. Nossas gaiolas já estão abertas faz um bocado! Tenhamos coragem para bater as asas e sair da mesmice.


                    Penduremos pelos galhos pensamentos e palavras de evolução. Concretizemos pequenas atitudes, sinceras intenções de metamorfose para um Brasil melhor. A palavra ÉTICA há que estar salpicada por todos os lados; verbetes tais como: autoconhecimento, autojulgamento, autoanálise, cultura da subjetividade, solidariedade e tantos mais retirados do baú dos nossos corações hão que espelhar os nossos projetos para 2015.


                    Já imaginaram que bacana fazermos uma corrente da árvore de Natal atitudinal nas redes sociais? Está passando da hora de implementarmos a cultura da solidariedade para substituir a cultura da superficialidade, não acham?


                    Também é tempo de refazer planos, reconsiderar os equívocos e retomar o caminho para uma vida que nos conduza aos ímpares momentos de felicidade plena. Repensemos no nosso cotidiano, valendo dizer, na dor do existir para, ao final do amadurecimento tentar encontrar a resposta para a velha pergunta: QUAL O LEGADO QUE DEIXAREMOS PARA UM BRASIL MELHOR?


                    Teremos outras 365 novas oportunidades de dizer à vida que de fato queremos ser plenamente felizes; que queremos viver cada dia, cada hora e cada minuto em sua plenitude, como se fosse o último.


                    Todo Ano Novo é hora de renascimento, de florescimento, de viver de novo.


                    Desejo a todos os humanos uma mesa de Natal farta de reflexões e boas companhias. Desejo a todos muita força para passar a limpo o passado, entender o presente e por o pé na estrada de 2015 desvendando um futuro mais promissor. Desejo a todos os amigos a tenacidade para olhar para a vida e dizer-lhe: VENHA, NÃO TENHO MEDO DE VIVÊ-LA!!!



DEBORAH PRATES.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Áudio da palestra de DEBORAH PRATES na XXII Conferência Nacional dos Advogados

     Convido os amigos a ouvirem a palestra que fiz na XXII Conferência Nacional dos Advogados, ocorrida no dia 21/10/2014, no pavilhão 04 do Riocentro.


     Estou disponibilizando apenas o arquivo em áudio, já que a formatação do local não permitiu  que a imagem fosse feita juntamente com o áudio (espaço muito amplo e aberto).












Carinhosamente.

DEBORAH PRATES

domingo, 26 de outubro de 2014

Valores Humanos

 VALORES HUMANOS




 Descrição da imagem: desenho de Zeus, imponente, forte e barbudo, segurando seu raio (poder característico). Líder dos outros deuses.



                 Despirmo-nos diante de uma sociedade, ainda que na condição desumana de invisíveis, não é tarefa das mais agradáveis. Confesso ter sido bastante desconfortável ter aberto o cesto de "roupas sujas" para lavá-las, enxaguá-las e pendurá-las com os operadores do Direito. Todavia, fui obrigada a fazê-lo no dia 21 de outubro de 2014, no maior evento da América Latina, ocorrido no Riocentro e traduzido na XXII Conferência Nacional dos Advogados. Ser militante de uma gigantesca causa humanitária para lutar, tal incumbência faz parte do cotidiano.


                 De antemão, rendo os meus agradecimentos à gestão/2014 do Conselho Federal da Ordem dos Advogados, à OAB/RJ e ao meu presidente da Comissão Especial da Tecnologia. Marcus Vinícius Furtado Coelho, Cláudio Lamachia, Felipe Santa Cruz e Luiz Cláudio Allemand, por serem diferentes, integraram as pessoas com deficiência no magnífico evento, dando-me a honra de ter sido uma das palestrantes da Conferência. Ocasião essa na qual pude falar sobre a inacessibilidade do Processo Judicial Eletrônico, o famoso PJe, que vem sendo real assombro na vida dos advogados com deficiência, dos idosos, de todos os operadores do Direito que não tem acesso a banda larga na internet (mais de 50% dos municípios brasileiros)...


                 Amigos leitores, reflitam: DIREITO, ONDE ESTÁ E PARA QUE SERVE? Lamentável, como advogada, deixar esse tipo de questionamento para o desenvolvimento das ideias que vêm a seguir. Real constrangimento! Sinto profunda vergonha de ter que reconhecer que o Poder Judiciário, em especial o Conselho Nacional de Justiça e o Supremo Tribunal Federal, ignora a Convenção de Nova Iorque e seu Protocolo Facultativo.


                 Ajudem-me a responder: como o CNJ, ao arrepio da Carta Cidadã e da nossa Convenção, teve o atrevimento de EXCLUIR tantos operadores do direito do exercício da profissão, como se faz na cata de feijão "bom" para ir à panela? Que super-homens são esses que estão acima da lei?


                 Tenho para mim que o caminho da resposta está na cultura do brasileiro que tem, como escopo, os portugueses brancos de formação aristocrática. Foram os privilegiados - amigos do rei - que mereceram a distinção de embarcar nas naus, juntamente com a Família Real que, às pressas, desembarcaram em solo brasileiro em 1808.


                 Puxo o zoom da câmera para dezembro/2013, quando o então ministro Joaquim Barbosa, à época presidente do CNJ e STF, baniu Deborah Prates da advocacia ao negar-lhe o direito de igualdade com os demais operadores do Direito. Pisou em sua dignidade humana e vexou a Nação.


                 Em 2014, palestrando na XXII Conferência, interpreto com mais precisão o ocorrido. Naquele desastroso momento ainda ouço Barbosa gritando: você sabe com quem está falando? eu estou no topo da pirâmide e acima da lei; eu sou a lei, o rei. Nossa, de nada valeram meus argumentos constitucionais e, pelo meu inconformismo ante a horrível situação, foi que o então ministro deu prova do quanto o povo brasileiro ama a distinção, a desigualdade, o preconceito. Sentindo-se Zeus (governante de todos os deuses na mitologia grega) continuou destilando a sua maldade, sugerindo: CALA A BOCA! E como continuei, o máximo ex-ministro escreveu com seu teclado de ouro: "suspendo o andamento do feito..."


                 É muito difícil combater o preconceito e a consequente discriminação no Brasil, já que há um véu de igualdade passando por trás das desigualdades. No Brasil há uma aparência de que todos são iguais porque as pessoas fingem se misturar nos espaços públicos e privados. Todavia, todos conhecem o peso de seus valores operados na terrível bolsa de valores humanos.


                 Nessa simbologia os brasileiros sabem, por ilustração, que a pele branca vale mais do que a negra; que a pessoa com deficiência vale menos que a pessoa sem deficiência; que a toga do ministro presidente do CNJ vale mais que o uniforme do gari, do empregado doméstico, do contínuo...


                 Trocando em miúdos: quem não é amigo do rei está achatado pela verticalização simbolicamente instituída em solo brasileiro. Há brasileiros que se acham mais fortes/privilegiados que os demais de menor hierarquia. Como sabiamente escreveu o antropólogo Roberto da Matta em seu livro "O que faz do brasil, Brasil", temos arraigado em nossa cultura a "DESIGUALDADE SIMPÁTICA". Funciona assim: eu sou o seu opressor e vou sugar o seu sangue sorrindo, de forma simpática. Por seu turno, você oprimido me sorri de volta, simpaticamente.


                 Dando um giro nas remanescentes imagens gravadas em meu cérebro, lembro-me do pintor renascentista Leonardo da Vinci, em sua obra a "Mona Lisa". Parece que em seu sorriso enigmático há um segredo, tal qual o escondido na "desigualdade simpática" brasileira para os olhos dos estrangeiros que vieram nos visitar na Copa e que voltarão para as Olimpíadas e Paralimpíadas.


                 Na palestra inaugural feita pelo ministro Barroso (STF) na XXII Conferência, petrifiquei ao ouvi-lo fazer propostas - objetivando melhorar o Brasil - fincadas na ética. Todas, teoricamente, lindas! Citando Ghandi, salientou: "Devemos ser a mudança que queremos ver no mundo."


                 Na minha fala mostrei bem o quão distante está o pensamento e ação dos integrantes do STF. Entre a gramática/Constituição/Convenção e os reais julgamentos/prática há um gigantesco abismo. Certo é que não basta falar em ética sem ser ético. Ora, se o ministro Barroso fosse ético faria a sua parte. Como? Simplesmente tomando iniciativas, levantando bandeiras para retirar do ar o sistema do PJe, já que constitui monstruosa DESIGUALDADE entre os operadores do Direito. Ele está vivendo o drama com os advogados, juízes, promotores... pelo que sabe - mas finge não saber - do PJe que infunde terror, espectros, sombras que desespera a toda advocacia nacional. Triste reconhecer o discurso totalmente desconectado da ética proferido, com veemência, do admirado ministro Barroso. Poxa, bem que ele poderia fazer a sua parte para um PJe acessível para todos, não acham?


                 A solidariedade é o sentimento que nos faz humanos, pelo que ofereci vendas para que os participantes da minha palestra pudessem, verdadeiramente, sentir a realidade da pessoa cega. Os humanos pensam que para serem éticos, basta estar apenas no lugar do outro. Não; é bem mais. Realmente é preciso adentrar no sentimento, na alma do outro. Por isso é que precisamos fomentar o respeito à subjetividade e a dignidade da pessoa humana.


                 Olhos amigos que descreveram-me a cena contaram que as fisionomias eram de consternação e desespero. Alguns puxaram as vendas mais para o nariz, já outros para a testa, em nítida finalidade de criar um feixe de luz que lhes amenizasse a escuridão. Somos éticos quando temos respeito e deferência por alguém, com o vizinho, com a cidade, com os animais, com o planeta. Oportuno também agradecer a todos os participantes que usaram as vendas, sentindo na pele a dor de ser excluído.


                 Como humanista que sou sempre deixo aflorar um dos nossos "mandamentos", qual seja: A tecnologia nos dá os meios, mas valores humanos devem propor os fins. Desse importante detalhe deveriam se ater os e-juízes do CNJ e os e-ministros do STF. A tecnologia não pode matar o seu criador!


                 A solidariedade se fez presente e a prova dessa afirmação está na aprovação, por unanimidade, da proposta que apresentei ao final do painel. Assim, foi aprovada, sob fortes aplausos, que o CNJ tem até o dia 31 de março de 2015 para apresentar um NOVO PJe conforme manda a Convenção de Nova Iorque e o planetário Consórcio W3C, sob pena de, não o fazendo, ser o BRASIL DENUNCIADO AO COMITÊ SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA DA ONU, com fundamento no Protocolo Facultativo assinado em março de 2007 (juntamente com a Convenção), por flagrante descumprimento ao tratado internacional, do qual o Brasil é Estado-Parte.


                 A aprovação acima é muito significativa, já que a Plenária da XXII Conferência é soberana e caberá ao Conselho Federal da OAB atender o determinado em 21 de outubro de 2014. Avançamos!


                 Nesta madrugada minha filha e eu discutíamos o poema "O cisne", do grande poeta francês Charles Baudelaire, e peço licença aos leitores para transcrever pequeno trecho:


                 "(...)
                 Um cisne que escapara de seu cativeiro
                 E, com os pés palmados esfregava no chão
                 Sua branca plumagem, chegou a um ribeiro
                 Cujo leito era seco, e, abrindo o bico, então,

                 Na poeira aflitamente as asas a banhar,
                 E dizia, saudoso do lago natal:
                 'Água, vais chover quando? Raio, vais troar?'."


                 Tal qual o cisne de Baudelaire, fico a perguntar:  Poder Judiciário, vais nos incluir quando? PJe, vais ser acessível?


DEBORAH PRATES.

domingo, 12 de outubro de 2014

Agradecimentos à Paula Wenke e à Equipe TEATRO DOS SENTIDOS

        Queridos amigos, curtam comigo a emoção que recebi de Paula Wenke e a Equipe TEATRO DOS SENTIDOS, nesse sábado (11/10/2014), na estreia da peça "FELIZ ANO NOVO".





        Fiquei muito, muito, muito arrepiada ao ouvir no início e no final do espetáculo o meu nome como sendo parte integrante da realização dessa temporada 2014. Paula anunciou que teve em mim uma inspiração para levar adiante o seu projeto (Teatro dos Sentidos) diante de tantas incertezas e dificuldades impostas pelo seletivo mercado. Assim, de coração, agradeço a todos os maravilhosos amigos que muito me honraram com tamanha deferência e carinho.


Tenham a certeza de que a homenagem me servirá de alavanca ara o prosseguimento da militância, sempre tão árdua e antipática, já que temos - a todo tempo - que lembrar a humanidade que ela deriva do humano.



Convido os amigos a assistirem essa fantástica peça no Teatro da Caixa Cultural. Estará sendo exibida durante os sábados e domingos até o fim de outubro. Os amigos não podem deixar de conhecer!


Carinhosamente. Deborah Prates


Amiga Delfina, amigo Írio, Deborah Prates e sua filha Alice Mabel

Deborah Prates e Bruno Wenke


Deborah Prates, amigos e Equipe do Teatro dos Sentidos

Deborah Prates e a Equipe do Teatro dos Sentidos

Deborah Prates, amigos e Equipe do Teatro dos Sentidos

sábado, 20 de setembro de 2014

21 de setembro de 2014


21 de setembro de 2014




Descrição da imagem para DV's: um quarto da Terra em azul no canto inferior direito com várias silhuetas de bonecos simbolizando pessoas em diferentes tons de azul, dando as mãos.




                   Inacreditável estarmos em setembro de 2014 ainda pensando em IGUALDADE HUMANA.


                   Especificamente refiro-me ao Dia Nacional de Conscientização da Luta das Pessoas com Deficiência, nesse Brasil, tão deficiente.


                   Na minha última crônica: AS PARALIMPÍADAS 2016 DEIXARÃO LEGADOS? (http://deborahpratesinclui.blogspot.com.br/2014/09/as-paralimpiadas- 2016-deixarao-legados.html) sugeri que, com a nossa união, questionássemos os gestores/administradores e sociedade civil quanto aos legados pós paralimpíadas 2016.


                   Assim, dando prosseguimento a sugestão é que peço aos amigos reflexão para a conveniência e oportunidade de cobrarmos as ACESSIBILIDADES usando, de plano, as redes sociais.


                   Que tal torpedearmos os sites das prefeituras, governos estadual e federal, empresas estatais e privadas...


                   Penso que esses salutares exercícios não acarretarão despesas de nenhuma espécie, tampouco os transtornos de enfrentar as inacessíveis calçadas e meios de transportes. Eu mesma já tomei essas providências.


                   Em homenagem a todos os MILITANTES da humanitária causa das pessoas com deficiência é que deixo o pensamento do gigantesco educador Paulo Freire, como se segue:


                   "Se, na verdade, não estou no mundo para simplesmente a ele me adaptar, mas para transformá-lo; se não é possível mudá-lo sem um certo sonho ou projeto de mundo, devo usar toda possibilidade que tenha para não apenas falar de minha utopia, mas participar de práticas com ela coerentes".

Boas reflexões a todos!!!

Carinhosamente.



DEBORAH PRATES.