domingo, 29 de setembro de 2013

Mesmice. Até quando suportaremos?

MESMICE. ATÉ QUANDO SUPORTAREMOS?




Descrição da foto: No centro da foto está Deborah Prates, agachada, com óculos escuros brancos, blusa também branca, bermuda jeans e tênis dourados. Com sua mão direita, ela aponta para o bueiro destampado a sua frente, com folhas dentro. Ao lado de Deborah está Jimmy Prates, olhando para a mão esticada da mesma.

 

 
Link  do vídeo postado após meses do problema ocorrido
 
 

                    Queridos amigos, ótima noite de domingo! Compartilho com todos a matéria publicada  em 29/9/2013, no Jornal O Globo, sobre o total DESCASO das autoridades em nossa Cidade Maravilhosa.

 

                    A notícia, feita com a ajuda da amiga Arquiteta Regina Cohen pode ser lida no link abaixo:

 


 

                    Fábio Guimarães, andante em cadeira de rodas, tem prestado grande colaboração/solidariedade com a causa das pessoas com deficiência quando enfrenta as ruas da RJ em condições de locomoção semelhante aos cadeirantes. Isso é verdadeiramente solidariedade!

 

                    Tristeza é constatar na matéria agora sob comentário que a situação é IDÊNTICA a que mostrei num vídeo que fiz em janeiro de 2012, quando andei pelo centro da RJ. Continuamos estagnados! Como "Carolina na janela vendo a banda passar..."

 

                    Mostro o quanto o nosso dinheiro vai pelo RALO! Obras públicas feitas sem critérios de acessibilidade, em total desrespeito a sociedade.

 

                    As imagens falam por si só. Para os cegos eu faço os comentários, de sorte que o entendimento é total.

 

                    Temos q. entender que a luta da pessoa com deficiência, idosos, pessoas c/ necessidades especiais é de ESTADO e não de atual gestão.

 

                    Merecemos mais respeito e atenção!

 

                    Amigo! Você não pode dizer que nada tem a ver com isso! A população idosa está aumentando. Basta ver as pesquisas e olhar os semblantes pelas ruas! E quando você estiver IDOSO em uma cidade inacessível? Como fica?

 

                    Junte-se a nossa voz. A união faz a força e toda diferença.

 

                    Abaixo colo o link do meu vídeo p/ q. você se sensibilize quanto a necessidade de CAMPANHAS informativas. ACESSIBILIDADE ATITUDINAL JÁ!

 


 

                    Carinhosamente.

                    DEBORAH PRATES

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

21/09/2013: dia da conscientização das acessibilidades

21/09/2013: dia da conscientização das acessibilidades
 
 
 
 
Foto de Deborah Prates na abertura do Rock in Rio (13/09/2013), onde a inacessibilidade é vergonhosa e escancarada. E o slogan é "por um mundo melhor"...



Queridos amigos, a cada 21 de setembro renovo as esperanças de que a sociedade reflita/exercite a principal das acessibilidades, valendo dizer a atitudinal. Como advogada e deficiente, tenho a certeza de que precisamos de menos leis e mais justiça. Isso por que a nossa legislação é farta e uma das melhores do planeta. Todavia, NÃO É CUMPRIDA.

Nesse período de reflexão sobre a luta da pessoa com deficiência é que convido os amigos a assistirem o pequeno vídeo no link abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=yKG0qbYOs4s

Por um mundo melhor para todos!
Carinhosamente Deborah Prates

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Rock in Rio 2013 NÃO é para todos!


ROCK IN RIO 2013


NÃO É PARA TODOS!
 




Descrição da foto para DV’s: Deborah Prates no rock in Rio (13/09/2013), de blusa preta listrada em prata, calça preta e óculos escuros, segurando Berenice (bengala coberta de leds brancos acesos).

 

 

                        150 mil m² de área glamurosa, maravilhosa, mágica, mas que pessoas com necessidades especiais - dentre elas os deficientes - não podem usufruir inteiramente. Lamentável! E o slogan é "POR UM MUNDO MELHOR..."

 

                        De antemão, vale enfatizar que as acessibilidades constituem genuínos DIREITOS HUMANOS. Sem elas estão maculadas a dignidade, honra e a cidadania das pessoas. Deixam de ser assegurados os direitos de ir e vir, igualdade, segurança, lazer... Dessa sorte, justificadas foram as visitas da CDH - Comissão de Direitos Humanos da OAB/RJ, à Cidade do Rock.

 

                        Da visita realizada no dia 28/8, nenhuma mudança registrou-se em 9/9, a favor das acessibilidades quanto aos erros apontados.

 

                        As rampas erradas (fora do padrão de acessibilidade) continuaram condenadas; o acesso que ficou de ser providenciado na entrada da sala de imprensa não fora feito; a palestra de capacitação que Deborah Prates ficou de fazer, pelo avançado da hora para a abertura da programação especial para convidados e fornecedores (9/9), ficou adiada para algum dia antes de 13/9 (o que não ocorrera); o piso de pedras continuou solto por todo espaço e perigoso para qualquer transeunte.

 

                        De novidade conseguiu-se ver apenas um banheiro acessível - numa das seis ilhas - que estariam disponíveis ao grande público. Afirma-se que, de fato, estava bom. Os banheiros feitos sob encomenda ficaram excelentes. O piso plástico imitando tábua corrida não estava derrapando. O espaço permitia um giro de 360 graus com a cadeira de rodas. Foram colocados dois vasos sanitários de boa altura e disposição, sendo um deles protegido com barras de ferro atrás e do lado direito. Portanto, boas as condições para a transferência dos cadeirantes. A pia estava bem posta, dando para a entrada da cadeira e para que o cadeirante pudesse usar a torneira adequadamente. Toalheiro e porta sabão estavam em boa altura. Foi sentida a falta de um apoio para bolsas e utensílios que também pudesse servir de trocador de fraudas. Sem dúvida seria um plus que, ante o espaço, ficaria inteiramente confortável como um banheiro da família, acompanhando a tendência de funcionalidade hodierna. Notou-se que a torneira da pia deveria ser de alavanca pensando em deficientes que não tenham mãos ou dedos para girar a chave da torneira.

 

                        Pena que no dia da inauguração - sexta-feira 13 - muitos banheiros estavam interditados em todas as seis ilhas. Numa delas o banheiro acessível (com uma plaqueta com uma cadeira de rodas) estava sendo usado por mulher SEM deficiência. A fila, como de se esperar numa noite com cerca de 90 mil pessoas era quilométrica. Sem qualquer preposto para organizar tive mesmo foi que brigar para entrar. Para tanto,  várias poças de urina tiveram que ser vencidas!

 

                        Inacreditavelmente a rampa de acesso as ilhas de banheiros estavam  fora do padrão, pelo que inacessível aos cadeirantes e demais deficientes físicos. Fábio Guimarães - andante em cadeira de rodas que acompanhou a Equipe - teve que ser ajudado/empurrado para a subida, sendo a descida verdadeira queda de montanha-russa. Fora, pois, do razoável ter um banheiro acessível sem a contrapartida de acesso até o espaço.

 

                        Os setores específicos para acomodar pessoas com necessidades especiais (deficientes, grávidas, idosos, pessoas com limitações temporárias...) não estava satisfatório. Por ilustração o espaço voltado para o palco mundo estava com parapeitos, em forma de grades de proteção, soltos e muito elevados. Portanto, além de perigosos, ainda atrapalhando a visão dos cadeirantes. A rampa de acesso estava absolutamente cruel. Nenhuma independência teria um cadeirante para subi-la. Inexistia corrimão que o caminho exigia como medida de segurança. Havia um tapume que tentava atuar como amparador, sendo que um preposto sugeriu que os que necessitassem poderiam ir fazendo dessa falsa parede seu apoio. Desumano! A vedação provisória, feita de tábuas, que acompanhava o percurso iniciava depois de alguns metros do começo dessa inacessível rampa, estando frouxo/instável e terminando numa enorme fenda/fresta. Nítido que não existia segurança à integridade física desse público alvo.

 

                        Sem sentido, pois, ter um espaço para acolher pessoa com deficiência INACESSÍVEL. No dia da inauguração lá estava a fenda a espera do pé de algum cego!

 

                        Esse espaço - localizado debaixo do brinquedo tirolesa para aproveitamento do terreno - na diagonal principal - prejudicou a visão, por inteira, do palco. Esse público só conseguiria ver cerca de 60% do espetáculo, pelo que, para a edição 2015, poderia ser melhor posicionado. Nada que um bom arquiteto e/ou engenheiro não desse conta.

 

                        A promessa de existência de Equipe de apoiadores para o trato/recepção dos diferentes somente funcionaria com palestras de capacitação. Até por isso reforçou-se a necessidade dessas palestras com a maior URGÊNCIA. No dia da estreia, de fato, existiam pessoas credenciadas, no entretanto NADA sabiam acerca desse contingente especial. Nadamos, nadamos e morremos na praia!

 

                        Foi ratificado, pelo coordenador, que para essa edição 2013, haveria mais um veículo adaptado para trazer os deficientes da parada do ônibus até a entrada especial, num total de duas conduções. De acordo com o orientador, apesar de estar disponível, nenhum deficiente procurou esse recurso na edição 2011. Houve o reconhecimento de falha na comunicação entre o Rock in Rio e os destinatários/usuários.

                        A Comissão de Direitos Humanos/OAB/RJ se colocou a disposição para ajudar a divulgar e trabalhar na condição de voluntariado nessa especificidade, no entretanto, o administrador não deu retorno. Fica, dessa forma, provado que a capacitação  (ACESSIBILIDADE ATITUDINAL) é a grande saída para um evento de sucesso.

 

                        Conferido o funcionamento dos brinquedos. Por ilustração, a roda gigante estava inacessível aos deficientes físicos, bem como aos que estivessem com alguma limitação temporária. Para os deficientes visuais encontrava-se em boas condições. No entretanto, qualquer pessoa com deficiência precisaria de ajuda nesse parque.

 

                        Solicitou-se para a edição 2015, pelo menos, uma cabine com total acessibilidade, melhor explicitando, daquelas que a cadeira de rodas pode entrar e ser protegida pelas grades de segurança. Nenhum dos apoiadores com quem trocou-se ideias haviam ouvido falar em parques/ brinquedos ACESSÍVEIS. Mais uma vez fica cristalino ser o diálogo o melhor caminho.

 

                        Na área VIP, por ilustração, havia uma rampa que deveria levar um cadeirante e outras pessoas que necessitassem de acessibilidade  a um platô, todavia, íngreme. Seu destino seria um elevador que tinha um degrau para a entrada. Descrição que foge totalmente ao raciocínio lógico, valendo dizer ao bom senso. O elevador estava em sintonia com os critérios de acessibilidade, mas sem eficácia ante os obstáculos apontados.

 

                        Ao lado do elevador havia uma escadaria onde o corrimão começava, inacreditavelmente, no terceiro degrau. Totalmente fora dos parâmetros determinados pela Norma Regulamentadora 9050/2004, que manda que o corrimão/proteção comece, no mínimo, 30 cm antes da escada ou rampa, bem como obedeça igual critério na saída da escada ou rampa. Destaca-se que corrimão não é enfeite.

 

                        Nessa enorme e linda área também havia uma corrediça/ trilho- bem saliente no chão - dividindo a área coberta da varanda - que impedia a passagem de cadeiras de rodas e de todos aqueles com dificuldades para andar. Sem contar dos distraídos que, certamente, estariam correndo risco de acidente. A varanda, com piso coberto com grama artificial, encontrava-se absolutamente irregular. Provado, nesse comentário, que um Rock in Rio Acessível é para TODOS e não só para as pessoas com deficiência.

 

                        Assim, no quesito acessibilidade pouco fora feito para essa edição 2013, que diferencie a situação da edição 2011. Sem dúvida um ponto favorável foi o terreno estar bem mais plano.

 

                        A nosso pedido fora disponibilizada pulseira, com o fito de melhor atendimento aos diferentes que quisessem. Importante deixar esse ponto bem claro, valendo dizer que aos que se sentissem desconfortáveis em seu uso bastaria a recusa. Logo, uma opção a mais sem constrangimento de parte a parte. É o que muitos juristas denominam de "discriminação positiva/afirmativa".

 

                        Para bem entender as ações afirmativas (citadas acima) é que tem lugar a transcrição de pensamento de Aristóteles:

                        "A verdadeira igualdade consiste em tratar-se igualmente os iguais e desigualmente os desiguais a medida em que se desigualem".

 

                        Sendo a ACESSIBILIDADE ATITUDINAL a chave do sucesso para um mundo com maior bem-estar para todos é que vale destacar o importante papel do ANDANTE EM CADEIRA DE RODAS - que acompanhou a CDH/OAB/RJ - Sr. Fábio Guimarães. Sem dúvida, causa um positivo impacto no corpo social, já que desmistifica essa ferramenta de locomoção que, na maioria esmagadora da população, causa medo. Imprescindível para uma coletividade mais igual é o humano entender que deficiência NÃO é doença. Em muitas situações as pessoas, ao verem Fábio se levantar, pós espanto, pedem para também sentarem na cadeira de rodas.

 

                        Relevante destacar, outrossim, a bengala recoberta em leds usada por Deborah Prates em situações em que o cão-guia não deve ser exposto a barulhos excessivos, queima de fogos... Pelo revestimento em leds as pessoas chegam perto e pedem para tocar na bengala. O recurso de acessibilidade termina passando de mão em mão, o que é bem salutar, já que antes desse artifício os semelhantes nem queriam encostar nela.

 

                        Dessa sorte, de forma lúdica, a Equipe vai mostrando à coletividade que as diferenças existem no viver diário como são e não como gostaria que fossem.

 

                        Ficou a proposta para que na edição 2015, a campanha do Rock in Rio tenha como foco a pessoa com deficiência, como forma de sensibilizar a coletividade para a construção de um MUNDO MELHOR PARA TODOS.

 

                        Restou ratificada e reiterada a necessidade de, ao longo dos próximos dois anos (visando a edição 2015), fazer palestras de capacitação para toda Equipe de trabalho, inserindo, é óbvio, os parceiros/apoiadores, objetivando despertar a solidariedade. Este é um sentimento, bem que não pode ser ensinado, como se faz com a matemática, física, filosofia, ética... Solidariedade tem que brotar de dentro para fora. A partir do momento em que as pessoas se colocam no lugar do outro a magia se faz e as mudanças vêm naturalmente. O trabalho de conhecimento, nesse primeiro momento, é contundente.

 

                        O mister da CDH/OAB/RJ foi o de retirar pedras sobrepostas em boas sementes. Como diz Cecília Meireles num de seus poemas, não se pode ensinar primavera para gelos e areias. É necessário cultivar para colher.

 

                        A Comissão preparou um relatório de falhas a serem corrigidas, na intenção de colher flores na edição 2015 do Rock in Rio. Os grandes eventos têm o dever de deixarem bons legados à coletividade!
 
 
Mostra de perigosa fenda (armadilha para cegos) existente No espaço reservado para pessoas com deficiência.
 

Mostra de que na fenda acima cabe um pé tamanho 39. Perigo!
 
 
 
Mostra de rampa íngreme na área reservada para deficientes.
 


Mostra dos deficientes na área reservada.

 
Mostra de que o palco está da diagonal principal, com grades inclinadas/soltas e em altura que atrapalha a visão dos deficientes.


Mostra da desorganização da fila do banheiro próximo ao acessível, sem preposto para higienizar e proibir a entrada de pessoas sem deficiência (no primeiro dia)
 
 
 
Mostra dos banheiros interditados. A cada 15, 5 estavam interditados (para um público de 90.000 pessoas)
 
 
 
Mostra de rampa íngreme na entrada dos banheiros acessíveis.
 
Mostra de Fábio Guimarães (andante de cadeira de rodas) no interior do banheiro acessível, onde as barras de transferência estão boas.
 
 
Mostra da pia com chave giratória da torneira, inacessível para que não tenha dedos.
 
 
Mostra do piso com as pedras já soltado no dia 09/09/2013.
(antes da inauguração do Rock in Rio). Esse quadro não foi corrigido.
 
 
 
Mostra de Deborah Prates na roda gigante. O parque estava com todos os brinquedos inacessíveis.
 
 
Mostra de corrimão na área VIP começando no terceiro degrau.


 
Mostra do Bob’s, com parte do balcão rebaixado (ideal para cadeirantes e pessoa com nanismo)

 
Mostra da rampa íngreme até o elevador da área VIP, com um degrau na porta.
 

Mostra de corrediça/obstáculo dividindo área VIP da varanda. Essa, revestida com grama artificial totalmente irregular. Prova de que um RIR acessível é para todos!
 
 
 
Sala de imprensa sem acessibilidade.
 
 
 
 
 
 




 
 
 
 

domingo, 1 de setembro de 2013

Nova página no blog!


Convido os amigos a conhecerem a nova página (em constante atualização) Deborah Prates entrevista








Foto do rosto de Jimmy Prates (cão-guia) de perfil, levemente apontada para cima, anunciando a nova página do blog, criada em 01/09/2013


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Visita ao Rock in Rio edição 2013

 ROCK IN RIO 2013

PROGRESSO NAS ACESSIBILIDADES!







Descrição da foto para DV’s (Rock in Rio em construção): Ao fundo, uma extenso gramado terminando em um imenso palco com armações de metal. O céu está azul e há algumas poças no chão. Em primeiro plano, da esquerda para a direita, estão Rodrigo Mondego, Fábio de Seixas Guimarães (como cadeirante), Deborah Prates, Raul Lins e Silva e Jimmy Prates.



                Tenho a alegria de dividir com os amigos o resultado da visita que fiz - através da CDH - Comissão de Direitos Humanos da OAB/RJ - nesse 28/8, à Cidade do Rock.

                De antemão, destaco a solidária e gentil acolhida por parte dos organizadores, em especial o Sr. Márcio Cunha. "N" reuniões aconteciam ao mesmo tempo e os representantes atendiam a todos com educação e sinceridade! Dava para perceber a alegria, apesar do cansaço, daqueles que faziam a dança das cadeiras para não deixar ninguém sem informações.

                Fui acompanhada dos amigos/pares: Drs. Raul Lins e Silva, Rodrigo Mondego; do artista/produtor Fábio de Seixas Guimarães e do companheiro de trabalho Carlos Augusto Siqueira de Moraes.

                Vale enfatizar a coragem/ousadia do amigo Fábio, carinhosamente denominado CADEIRANTE DO PARAGUAI. É que, apesar de não ser deficiente, Fábio solidarizou-se à causa e vem andando pela RJ numa cadeira de rodas. Vejam que só nos colocando na realidade do outro é que passamos a compreender o que antes passava despercebido. Mas, não deixa de ter o seu lado engraçado essa proeza. Por ter achado uma das rampas deveras inclinada foi que Fábio, diante de inúmeros obreiros, levantou-se de sua cadeira, tomou-a nos braços atravessando o obstáculo e, tranquilamente, voltou a sentar-se nela. Teve trabalhador que ficou boquiaberto! Todos pararam. Seria um milagre? Legal é que a Equipe já irá adequar a rampa de acordo com as normas de acessibilidade.

                De cara destaco a evolução do piso em geral. Muito mais plano/liso, óbvio dentro do terreno acidentado. Sem comparação com 2011!

                Ainda em construção o Rock in Rio não estava pronto. Todavia, deu para sentir progresso no quesito acessibilidade. Fomos convidados, depois de uma rodada pelo espaço, a uma conversa com Márcio Cunha na sala de imprensa, onde fomos satisfeitos em muitas perguntas. Vale destacar:

                a) Haverá seis ilhas de banheiros, sendo que em todas haverá banheiros especiais feitos sob medidas. Márcio disse que não foi encontrado no mercado banheiro químico com acessibilidade, pelo que o Rock in Rio mandou fazer. Bacana, hein?

                b) Muito animador o reconhecimento da organização de que houve falha na capacitação do pessoal que trabalhou nos dias dos eventos quanto ao trato com a pessoa com deficiência. Daí foi que a Comissão (CDH/OAB/RJ) se colocou a disposição para palestra de conscientização/capacitação desse pessoal, o que fora muito bem acolhido por Márcio. Ficamos de nos encontrar no dia 9/9, para uma conversa/palestra agregadora. Percebemos os corações hiper abertos!

                c) Raul sugeriu fosse entregue as pessoas deficientes (claro que aos que desejarem) uma pulseirinha para distingui-las das demais, de maneira a facilitar o trabalho dos apoiadores quanto ao tratamento diferenciado. Outras opções foram ventiladas e a ideia estará sendo amadurecida pelos organizadores, já que essa falha foi muito relevante na edição 2011.

                d) Quanto aos transportes, também está sendo colocado a disposição dos que tiverem necessidades especiais duas conduções ADAPTADAS por conta do evento. Então, será um plus, já que nada terão a ver com o transporte da cidade/prefeitura e concessionárias. Em 2011, apenas um carro especial fora colocado ao público. Porém, Márcio nos informou que, pessoalmente, esteve todos os dias no local base dessa condução, sem que, espantosamente, as pessoas o procurassem. Foi reconhecido um truncamento na questão comunicação, já que a reclamação por esse apoio foi geral. Será montado novo esquema de informação para suprir essas lacunas.

                d) Sobre os ônibus de turismo que farão o transporte do público - Rio Card - foi reconhecido que não há elevador para os cadeirantes. Então, serão novamente usado o transbordo. No entretanto, para a edição 2015, o assunto já está em pauta para melhor adequação do público cadeirante.

                e) Márcio informou que haverá um portão especial, antes dos demais, para atender a entrada das pessoas com necessidades especiais que dele necessitarem. Na versão 2011, particularmente, achei uma desumanidade o ocorrido.

                f) O lado externo da Cidade do Rock Márcio lamentou não ter condições de dar grande melhora, já que pertence a prefeitura.

                g) Sugeri que, para a próxima edição/2015, seja feita propaganda/campanha tendo como foco da solidariedade a pessoa com deficiência. Márcio aceitou, a princípio, a ideia e ficou de levar as necessárias aprovações, sendo bastante simpático ao novo foco.

                Tudo mais verificaremos no dia 9/9, quanto todas as atividades estarão em teste. Só aí é que poderemos soltar o nosso grito de EURECA! EURECA!

                Assim, até o dia 9/9, com mais informações complementares. Não desanimemos. A esperança não pode morrer jamais...

Carinhosamente.


DEBORAH PRATES

domingo, 25 de agosto de 2013

Deborah Prates + Paul Davies - chamada entrevista Embaixadores da Alegria 29/08/2013


Para assistir a chamada (áudio e vídeo):







RÁDIO CONTRAPONTO: www.exaluibc.org.br:8002/stream



Dia 29/8 - nesta 5ª - às 20:00h, conto com a audiência dos amigos para o
programa ACESSIBILIDADE EM FOCO.

A rádio Contraponto levará ao ar a entrevista que fiz com Paul Davies,
que nos contará mitos e verdades sobre a sua trajetória e da única
escola de samba do planeta que preenche sua capacidade com mais de 60%
de humanos com deficiência. Mude seus hábitos e venha também desfilar
conosco!

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Compartilhando o trabalho do amigo FÁBIO SEIXAS


              Amigos queridos, excelente noite de sexta! É com grande alegria que venho dividir com vocês o maravilhoso trabalho do amigo FÁBIO SEIXAS, traduzido por um pequeno vídeo, abordando a vida do cadeirante numa cidade absolutamente inacessível. Doem três minutos dos seus preciosos tempos para uma reflexão e, se puderem, comentários. Cliquem no link abaixo:

 Carinhosamente Deborah Prates